quarta-feira, 20 de junho de 2012

ALGUÉM SE IMPORTA DE ME EXPLICAR?


Perdoem-me a ignorância pelo que vou escrever a seguir, mas de economia e finanças nada percebo. Aliás e em abono da verdade, nunca percebi porque é que as finanças não fazem parte do Ministério de Economia, e portanto ultrapassa-me completamente como é que o Ministério das Finanças se sobrepõe ao Ministério da Economia. Para mim tinha que as finanças eram uma parte da economia. 

Por esta descrição já percebem que é um leigo a escrever sobre o tema a que se propõe, mas também é coisa que não me importa pois neste país o que não faltam são pessoas a escrever e a falar sobre coisas que não percebem, nem sabem.

Portanto e retomando o assunto a que me propus, gostava que alguém com conhecimentos me pudesse explicar (porque eu sou muito burro e talvez por isso é que seja apartidário) como é que a economia e as finanças de Portugal lucravam com a descida dos salários nacionais?

Engano meu ou o nosso salário mínimo e médio é bastante inferior aos países da Europa a 15 e ainda atrás do Chipre, Eslovénia e Malta? E só seremos competitivos se descermos ainda mais o salário para podermos competir com os outros países?  Como é que a França, Inglaterra e Alemanha conseguem ser competitivos se têm salário 3 vezes superiores aos nossos?

Engano meu ou o ex-ministro das finanças do Pinóquio (leia-se Sócrates), disse, já na altura – para atrair investimento estrangeiro – que os salários em Portugal eram baixos?  

Engano meu ou o custo de vida nalguns países com ordenados superiores aos de Portugal, tipo Espanha, Holanda, Áustria, Chipre, Malta …., é nos bens essenciais e energéticos mais barato que em Portugal (mesmo com ordenados bastante superiores aos da média Portuguesa) ?

Engano meu ou enquanto os ordenados dos trabalhadores por conta de outrem e de alguns empresários unipessoais bem como de algumas das pequenas empresas são bastante inferiores aos da média europeia e os administradores das grandes empresas públicas ou recentemente privadas, bem como governantes e de alguns banqueiros são superiores aos seus congéneres europeus?

Engano meu ou o ex-governador do Banco de Portugal (Dr. Vitor Constâncio em 2009) ganhava mais que o Presidente da Reserva Federal Americana (Ben Bernake)?

Engano meu ou o 1º Ministro de Portugal tem como ordenado (fora as regalias) mais 6% que o seu homólogo espanhol?  

E o mal está nos ordenados dos trabalhadores portugueses já de si baixos?  

Ou serão antes as reformas milionárias e ofensivas que o Estado Português paga a quem tem 10 anos de descontos (como o caso da Srª Presidente da Assembleia da República, mas não único) para pessoas que ainda continuam no activo e remuneradas (não como salário, mas com ajudas de custo 5 vezes superiores ao salário mínimo nacional)? Ou o excesso de contingente em reserva das forças armadas onde temos quase mais patentes de oficiais superiores que praças onde o estado gasta neste excedente 250 milhões de euros ao ano. Ou o facto dos deputados serem pagos para além do ordenado com uma diária por cada dia que se apresentem na assembleia? E para não me alongar mais, ou o facto de ter-mos mais 50 deputados a usurparem o dinheiro dos contribuintes para levantarem a mão (agora carregarem no botão) nas sessões do parlamento?

Alguém me pode explicar, porque – como disse – sou muito burro e a minha inteligência não atinge!  

terça-feira, 19 de junho de 2012

THE BOSS (LIVE 2012)





HÁ FRASES QUE FICAM



Dizia Voltaire que “a Pena era mais forte que a espada”, no entanto, nos dias de hoje a pena (escrita) foi quase toda ela dominada pelos políticos. 
Na sábia forma de quem idealizou a democracia, existiam três poderes separados e autónomos. O Poder Executivo (governo); o Poder Legislativo (parlamento); o Poder Judíciário (Tribunais – para que ninguém estivesse acima da Lei). Mais tarde,  os intrépidos senhores das “penas” auto-intitularam-se como 4º poder, o Poder da imprensa/informação, porque o que escreviam e era lido pelos cidadãos, punha a nu vergonhas e trafulhices dos governantes e não só. Isto, deu à população a falsa ideia que controlavam os outros três poderes e muitos perceberam então que afinal Voltaire sabia do que falava.
Após o desbravamento inicial e necessário para poder abrir caminho para se impor e ganhar a confiança dos demais, o poder da pena, o quarto poder, o poder dos media vendeu-se e acabou por ser açambarcado num mega poder que ainda hoje perdura, o Poder Político. O poder político que usa e abusa da autoridade legitimada entregue de bandeja pelo próprio povo. 
Em Portugal, o poder político controla a Política, a Justiça, o Parlamento, os Media, e até os sindicatos, pelo que a pena deixou de poder fazer o trabalho que lhe estava destinado. 

Os sindicatos falam, estrebucham, dizem que é uma vergonha, mas no final são farinha do mesmo saco e nalguns casos pessoas que diziam que defendiam e a estavam com a classe trabalhadora, trocaram os seus pregões por um lugar em partidos.

Os media são controlados por partidos políticos e quando algo é dito ou escrito sobre governantes são pressionados pelas Administrações, Direcções ou editores para abafarem casos que poderiam melindrar pessoas do parlamento que de transparente e honestas têm muito pouco.

Os tribunais, rendem-se a pressões e é notório que em Portugal há pessoas acima da Lei.

O poder legislativo e executivo é tudo farinha do mesmo saco, mudam as moscas o resto mantém-se.

Tudo o acima descrito é em Portugal um só Poder o poder governativo, o poder autoritário que de democrático pouco ou já nada tem.
O pior, é que em Portugal quase todos devem favor a todos e por ameaças, influências e clientelismo todos são pressionados a fazerem o que quem manda realmente em Portugal quer.  

Em Portugal o Poder Governativo é o testa-de-ferro de Patrões e Banqueiros e isso é que me preocupa a sério!  

Valha-nos a Selecção Portuguesa no Europeu 2012, pois enquanto for ganhando, ninguém presta atenção ao que se está a fazer em termos legislativos em Portugal.
Quando acabar o Euro 2012, talvez descubram - por exemplo – que o PR promulgou o novo código de trabalho e que facilitou ainda mais o desemprego para que os Patrões possam demitir sem ser necessária justa causa, podendo ainda voltar a contratar o mesmo empregado para o mesmo posto de trabalho por metade do ordenado. Isto se tiverem a sorte de serem re-contratados.  Mas enquanto a selecção ganhar tudo está bem e em festa.  

“Não perguntes  o que o teu país pode fazer por ti, pergunta antes o que tu podes fazer pelo teu país” disse John Kennedy .

Enquanto Voltaire não voltar a ter razão, eu não darei razão a JFK 

terça-feira, 12 de junho de 2012

EU ACREDITO !?


Muito tem acontecido ultimamente com vários membros deste local mal governado a deixarem o flanco a descoberto mas que por notória falta de tempo não tenho tido oportunidade de comentar. 
Depois desta pequena introdução – que mais não é que um subtil pedido de desculpas a quem me segue – vamos ao que interessa.

CAMPEONATO EUROPEU 2012
É triste, medíocre e até me atrevo a adjectivar medonho, que se esteja a colar à Selecção Nacional o epíteto de salvadores – caso sigam longe na prova – de Portugal.
Em primeiro lugar o slogan 11 por todos, todos por 11 é uma hipérbole de mau gosto para os cidadãos nacionais a viver em Portugal. Alguém no seu devido e perfeito juízo pode sequer imaginar que a crise instalada em Portugal, provocada pela gula de certos políticos e governantes seja dissipada na hipotética hipótese (perdoem-me este pleonasmo propositado) caso a Selecção das Quinas vença a prova?
Faz-me lembrar o tempo de Salazar em que para o povo esquecer a miséria em que vivia, se propagandeou os famosos 3 efes (FFF) – Fátima, Fado e Futebol – que mais não era que uma forma de deixar o povo, então a viver no analfabetismo, todo contente e orgulhoso com estes três ícones desta praia Lusitana.  
As pessoas deixaram de ser analfabetas e passaram a ser iletradas, e agora mais que nunca se usa campanha política para iletrados. Factos manipulados, culpas atiradas para outros governos, quando nós sabemos que os governos foram sempre os mesmos. Nunca fomos bem geridos enquanto povo e muito menos enquanto nação.
Portugal é hoje, como sempre foi desde o 25 de Abril de 74 um país onde o governo, se chama governo porque na realidade eles se governam, deixando aos seus concidadãos os legados das dívidas mas nunca lhes foi deixado um quinhão das riquezas.  
Portugal é hoje um país onde se apregoa o sacrifício, a necessidade de reduzir salários para enfrentar o monstro da dívida externa, de cortar salários (13º e 14º mês) a funcionários públicos e abrirem as portas para que as empresas privadas possam fazer o mesmo, um país que não deixa os seus contribuintes decidirem sobre os descontos para a sua reforma, mas que não sabe se nos pode oferecer uma reforma, um país onde se fecham centros de saúde e hospitais, quiçá para que os idosos morram e assim deixem de pagar as miseras reformas que lhes são mais que devidas e justas, para depois pagar reformas milionárias a quem esteve no governo, que deixa acumular essas mesmas reformas com ordenados mulit-milionários em empresas públicas recentemente privadas.
A culpa é do remador que sempre tentou remar para a frente enquanto em vez de se investir em mais remadores para melhorar a performance do barco, se apostou numa equipa de timoneiros para marcar o passo ao remador e em mais uns quantos elementos para monitorarem e avaliarem a qualidade do remador. Nunca se lembraram que cada pessoa que colocavam no barco aumentava a carga sobre o pobre do remador.

De ordenados multi-milionários sabem muito bem os jogadores de Portugal, sabem que há portugueses a entregar as casas ao banco (média de 25 por dia), tem pena, são solidários mas mais nada!
Do Portugal real, conhecem muito pouco, alguns quase já nem se lembram da sua infância e das dificuldades por que alguns passaram.   

A Federação Portuguesa de Futebol, sublinho Portuguesa de PORTUGAL gasta uma diária de cerca 33 mil euros (a Selecção que mais gasta em diárias neste Europeu) no complexo desportivo onde se fixou para jogar o Europeu, a título de curiosidade a Espanha (campeã da Europa e do mundo em título) gasta cerca de 4.700 EUR de diária.

EU ACREDITO que a bem da nação, façam 3 jogos e voltem para casa para umas merecidas férias, porque depois acusam o desgaste provocado e a clubite instala-se, e os adeptos anuem que o rapaz não teve férias…  

Há uma linha que separa o “vamos lá” do “até já”!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

COMO O TEMPO PASSA!!


Será concerteza o dia mais feliz da minha vida, uma data – para mim – que será sempre memorável, de uma alegria imensa e que me encheu de um amor novo, diferente, um sentimento que me preencheu cada poro da minha pele, cada célula do meu corpo, cada alvéolo dos meus pulmões, cada músculo do meu corpo. Um amor verdadeiro e incondicional.

Encontrava-me ansioso e nervoso, mas não o suficiente para me afastar e deixar que tudo fosse feito como que ao acaso; aliás, comigo ali presente, sentia que controlava as coisas, que não iria deixar que nada de errado acontecesse. Ao chegar a hora, senti-me gigante, confiante e orgulhoso. 
No instante final, uma ligeira complicação, um pequeno pormenor, tão pequeno que foi celeremente ultrapassado pela médica, tão rápido que nem houve tempo para pensar que as coisas se podiam complicar. 
Mais um empurrão, uma ligeiríssima ajuda externa e.... ali estava ele!!
Não chorou muito ao nascer, o suficiente para que os pulmões pudessem entrar em acção e deixarem-se inundar do gás precioso que nós respiramos. 
Foi assim às 17h30 do dia 24 de Abril de 2000 que eu me tornei pai. 

Tinha assistido ao nascimento da coisa mais linda e mais fofa que alguma vez vi na vida. Uma frágil criatura, que me olhava do berço onde foi colocado com uma luz suave, mas aquecida, à espera que o pediatra fosse ter com ele para o examinar e assegurar que tudo estava bem. Nunca esquecerei aquele olhar curioso e admirado de tentar perceber o que se passava  à sua volta, franzindo a teste como se se interrogasse “Que é isto? Que se passa? Onde raio estou eu?”. 

Não me lembro do peso, nem da altura, mas sei que quando comecei a ganhar confiança para pegar nele – o que não demorou muito tempo – a frágil cabeça do bebé ficava apoiada na palma da minha mão e os pés mal tocavam na parte anterior do cotovelo, permanecendo apoiado no meu antebraço.

Tudo isto aconteceu há 12 anos! 12 anos!?!?! Como é possível, parece que ainda anteontem começou a palrar, parece que foi ontem que eu e a mãe disputávamos a primeira palavra do bébé, “lutando” entre os dois – a mãe para que dissesse mamã, eu para que dissesse papá – e, quando finalmente balbuciou a tão desejada primeira palavra, foi na realidade uma palavra com duas sílabas, mas...
Logo a seguir com um sorriso na cara e a mão a bater na cama, nitidamente feliz por ter conseguido expressar-se e repetiu:
- Bébé!!

Quem me fez crescer como Homem, quem retirou o meu umbigo do centro do meu mundo, quem me ensinou o que era ser altruísta agora já tem 12 anos!?!?! Possa!! Já passaram 12 anos?!?!?! 

..... Fogo!! Como o tempo passa!!!!! 


in Reflexos